quinta-feira, outubro 22

Prevenção e manutenção da saúde nesta fase da vida são aliados da autonomia e do bem-estar

A chamada meia-idade é uma fase de transição, em que o corpo começa a apresentar sinais de desgaste e envelhecimento. Com isso, órgãos oficiais de saúde reforçam a importância de estar atento aos cuidados e à realização de exames de rastreamento após os 50 anos.

A prevenção e o acompanhamento médico multidisciplinar são aliados importantes para a manutenção da saúde, da autonomia e do bem-estar nesta fase da vida.

Enxergar o corpo de forma integrada

Doenças como hipertensão, diabetes e os cânceres mais comuns da maturidade costumam se desenvolver de forma silenciosa por anos. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) reforça a importância de consultas de rotina e exames de rastreamento, mesmo na ausência de sintomas. Dessa forma, quando necessárias, as intervenções podem ser realizadas precocemente. 

O cuidado integrado com a saúde envolve a realização de exames laboratoriais periódicos, a fim de acompanhar marcadores como glicemia, perfil lipídico, função renal e hepática e níveis de vitaminas.

Os rastreamentos de câncer de mama e do colo do útero devem ser realizados pelas mulheres, enquanto os homens devem acompanhar a saúde da próstata. Para ambos os sexos, o rastreamento do câncer colorretal e a avaliação cardiovascular também podem fazer parte dos cuidados preventivos, de acordo com a idade e os fatores de risco.

Rastreamento do câncer colorretal

Entre os rastreamentos importantes da meia-idade, o câncer colorretal, que atinge o cólon e o reto, ocupa posição de destaque. Segundo estimativas do MS, a doença deve registrar 53,8 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, o que coloca o câncer entre os três tumores mais incidentes no país. 

A prevenção torna-se ainda mais importante porque, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 70% dos casos são detectados em estágio avançado, quando as chances de cura são reduzidas e o tratamento pode se tornar mais agressivo.

A importância da prevenção e análise de pólipos

O câncer colorretal é um dos tipos de câncer que podem ser prevenidos pelo rastreamento, e não apenas detectados precocemente. Isso porque parte dos tumores do intestino pode se desenvolver a partir de pólipos, pequenas lesões na parede do órgão que, em alguns casos, se tornam malignas. 

A identificação e a retirada de pólipos podem ser realizadas durante a colonoscopia. Com o paciente sedado, o colonoscópio, um tubo fino e flexível, é introduzido pelo ânus e percorre o intestino grosso, transmitindo imagens em tempo real para o médico. A câmera na ponta do aparelho permite inspecionar a mucosa intestinal e identificar possíveis alterações, como pólipos, inflamações, sangramentos e lesões suspeitas.

Quando há necessidade de investigar uma alteração encontrada durante o procedimento, pode ser indicada a biópsia. Nesse caso, é comum se questionar como é feita a colonoscopia com biópsia. O procedimento consiste na coleta de pequenos fragmentos do tecido alterado para análise microscópica, que pode ajudar a determinar a natureza da lesão e orientar a conduta médica.

As diretrizes atuais recomendam que pessoas com risco habitual iniciem o rastreamento a partir dos 45 ou 50 anos, dependendo da orientação adotada. Para pessoas com parentes de primeiro grau com câncer colorretal ou pólipos avançados, a recomendação pode ser antecipar o início do rastreamento.

Atenção ao equilíbrio e à movimentação

Dores persistentes nas costas, formigamentos, perda de equilíbrio e dificuldade para caminhar não devem ser automaticamente atribuídas ao envelhecimento. Ao contrário, podem ser sinais de que o corpo precisa de investigação.

Nesse cenário, entender o que faz o médico neurocirurgião da coluna pode ajudar a compreender quando esse especialista deve ser procurado. O profissional atua na investigação e no tratamento de problemas que afetam a coluna, a medula e estruturas relacionadas ao sistema nervoso.

No processo de diagnóstico, o neurocirurgião combina a avaliação clínica, incluindo histórico do paciente, exame físico e neurológico, com a análise de força, reflexos, sensibilidade e equilíbrio. Também podem ser solicitados exames de imagem para visualizar vértebras, discos, nervos e medula.

Com isso, é possível identificar condições que se tornam mais frequentes com o avanço da idade, como a estenose do canal vertebral, caracterizada pelo estreitamento do canal que pode comprimir estruturas nervosas e prejudicar a marcha. Hérnias de disco, espondilolistese e artroses da coluna também podem afetar pessoas nessa faixa etária.

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